segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Canhão da Serra ........

BEBETO ,que deixou o seu nome gravado na história do GAÚCHO, foi um dos homenageados na Calçada da Fama da na rampa de acesso ao edifício da FGF, que nesta primeira fase contará com 55 nomes de atletas, ex atletas, treinadores ou dirigentes indicados pelos clubes filiados a FGF que fizeram histórias nos clubes gaúchos.
Bebeto, (Alberto Vilasboas dos Reis), mais conhecido como O Canhão da Serra, famoso pela quantidade de gols e pela força de seus chutes.
Acredita-se que tenha marcado cerca de 600 gols durante a carreira. No livro "Bebeto - O Canhão da Serra",publicado em , o jornalista Lucas Scherer contabilizou 395 gols de Bebeto por clubes profissionais. 
Só pelo Gaúcho, de Passo Fundo, o atacante marcou 263 gols, o que faz dele um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro por um único clube.Artilheiro do Campeonato Gaúcho de 1973 , 1975
 
 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A Nº 1

BSBios ,Maior produtora brasileira de biodiesel, empresa gaúcha divulga números de 2016

Relatório de sustentabilidade da BSBIOS, que tem sede em Passo Fundo, mostra também os números da gestão econômica-financeira da companhia

Pioneira na exportação de biodiesel no país, a BSBIOS divulgou seu relatório de sustentabilidade de 2016, que traz informações importantes para o setor. Além de atingir uma receita superior a R$ 2,2 bilhões no ano passado, a empresa, maior produtora brasileira de biodiesel, alcançou a capacidade de produção de R$ 424,8 milhões de litros de biodiesel por ano.

O relatório mostra também como as atividades ajudaram a girar a economia, tanto na cidade-sede, Passo Fundo, quanto em Marialva, município paranaense que conta com uma unidade da empresa.

Ao PIB da cidade gaúcha, a BSBIOS contribuiu de forma direta e indireta com R$ 7,6 bilhões no acumulado entre 2005 e 2014, além da geração de cerca de 15 mil empregos adicionais em 2014.
Já em Marialva, estima-se que a contribuição para o PIB girou em torno de R$ 818 milhões, no período de 2010 a 2014, e que gerou 857 empregos adicionais para o município em 2014.

Outro ponto abordado no relatório é sobre a agricultura familiar: com 40% da matéria-prima vinda de cooperativas localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a companhia investiu apenas no ano passado, cerca de R$ 12 milhões em bônus e assistência técnica para os pequenos produtores de grãos de soja, canola e óleo de soja. A iniciativa beneficiou mais de 15 mil famílias dos três estados do sul do país.

Sustentabilidade é valor estratégico
No que se trata de práticas sustentáveis, a BSBIOS também pode ser considerada exemplo. Além de aumentar a produção do biodiesel – que por si só já tem uma representatividade enorme por ter matéria-prima renovável – a indústria, na sua cadeia produtiva, reduziu em 60,35% a emissão dos gases de efeito estufa, em comparação com o diesel de origem fóssil.

Na contramão de grande parte das indústrias brasileiras, 61% do biodiesel que sai das duas unidades é transportado via linha ferroviária, o que gera ganhos ambientais e contribui para a manutenção das vias.

Há ainda a ideia de ampliar o uso do combustível biodegradável no país – em Curitiba, por exemplo, coletivos urbanos rodam com o biodiesel (B100) produzido pela companhia desde 2009.

Pelo programa “Sementinhas do Futuro”, que promove a reflexão sobre equilíbrio entre preservação ambiental, desenvolvimento social e crescimento econômico, até 2016, já passaram mais de 2500 estudantes de 45 escolas.
Erasmo Carlos Battistella Leandro Luiz Zat​ Letícia Fazolin Wendling Ezio Slongo

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Aniversário de Nascimento


BEBETO QUEM FEZ E FAZ HISTÓRIA ...7 de setembro de 1946

O goleiro Manga definiu Bebeto (1946-2003) após sofrer três gols num treino no Beira-Rio:
– Acho que esse cara comeu sabiá. Ele chuta a bola de qualquer jeito e quando a gente vê está lá dentro do gol.

Um dos ícones do futebol gaúcho, famoso pela violência do seu chute de pé direito, Bebeto marcou 395 gols (173 só no Gauchão) em 744 jogos.
Natural de Soledade, Alberto Vilasboas dos Reis é o maior artilheiro da história do Gaúcho, de Passo Fundo.
Jogo Gaúcho 2×3 Grêmio, pelo Gauchão de 1976 (CEJAS NÃO VIU A BOLA…)
Talvez esta tenha sido a melhor apresentação do Gaúcho contra a dupla Gre-Nal. O técnico Adair Bicca montou um bom esquema de marcação, não dando liberdade a nenhum jogador gremista. O Grêmio só conseguiu marcar o gol da vitória aos 44 minutos e meio do segundo tempo.
O gol mais fantástico daquela tarde viria um pouco antes. Pedro atraiu a defesa do Grêmio e lançou Roberto, que chutou. A bola bateu na zaga e subiu. Ao vê-la cair, Bebeto acertou um voleio “com uma violência indescritível”, como lembra a crônica da partida publicada no jornal O Nacional. A bola entrou no ângulo esquerdo de Cejas: Gaúcho 2-1. O goleiro argentino diria:
— ¡Ni vi! ¡Ni vi! (Nem vi! Nem vi!)
Mas a sorte pararia de sorrir para o Gaúcho. Quatro minutos depois, em uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Eurico, que chutou forte de fora da área. A bola bateu no travessão e no rebote tocou nas costas de Ronaldo, entrando no gol: 2-2. Faltando 30 segundos para o fim do jogo, o golpe fatal. Eurico cobrou falta da meia-direita gremista. Alcino ganhou no alto e cabeceou no ângulo esquerdo de Ronaldo.


sábado, 2 de setembro de 2017

Não tem como.......

Copa Paulo Sant`Ana não atrai torcedores e amplia prejuízos do Interior
Dos borderôs divulgados pela FGF, apenas quatro jogos tiveram público superior a 100 torcedores.






No domingo passado, dia 27, Nova Prata e Inter entraram em campo pela Copa Paulo Sant’Ana, em Veranópolis. Apesar de o horário ser de certa forma atrativo, 11h, havia mais gente em campo do que nas arquibancadas do estádio Antônio Davi Farina, visto que apenas 17 ingressos foram vendidos. 
  • Antes fosse essa uma exceção na principal competição do futebol gaúcho no segundo semestre do ano. Mas não é. 

  • Dos 14 borderôs divulgados no site da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) até o momento, em apenas quatro jogos o público foi superior a 100 torcedores. Se levados em conta árbitros, reservas e comissão técnica, em pelo menos outras cinco partidas a torcida era inferior ao número de profissionais envolvidos nos duelos. E não há nenhum indicativo de que a situação vá melhorar a curto prazo. 

  • Sobram justificativas para todos os lados, desde o pouco interesse do público, passando pelo parco espaço dedicado pela imprensa em geral para divulgar a competição. Mas o problema vai além.
  • “O país todo está em crise. O país quebrado, o Estado quebrado, com salário parcelado. Tu sai para ir ao jogo e pode ser assaltado. Chega ao estádio e não pode tomar uma cervejinha. Por outro lado, se fica em casa, há uma série de jogos passando na televisão”, observa o presidente da FGF, Francisco Novelletto. Ao contrário do Campeonato Gaúcho, em que a Federação recebe uma verba pelos direitos de transmissão, a Copa Paulo Sant’Ana é deficitária por todos os lados. Sem televisionamento e sem patrocinadores, a entidade não recebe um centavo. De quebra, ainda arca com os custos de arbitragem de todas as partidas, um valor que gira em torno de R$ 1,6 mil por jogo.

  • De acordo com Novelletto, o prejuízo com o que se deixa de arrecadar beira R$ 1 milhão. Se para a FGF a conta já não fecha, imagine a situação dos clubes. Com públicos que dificilmente passam de 100 torcedores, todo jogo é um prejuízo. Isso porque afora o que consta no borderô, existem ainda outros custos, como o pagamento de funcionários e até mesmo luz no caso de jogos noturnos. Gerente executivo do Aimoré, Lucas Konrath calcula que cada vez que o clube abre o estádio Cristo Rei, o custo é de R$ 2 mil. Com uma folha salarial em torno de R$ 35 mil, não é difícil perceber porque a situação financeira da maioria dos clubes gaúchos está no vermelho. No caso do Aimoré, a direção recorre a alternativas fora de campo. Uma delas é o aluguel que recebe de uma empresa de telefonia por ceder o espaço a uma antena de telefone.

  • A lista de interessados em participar da competição tinha, inicialmente, 30 clubes, revela Novelletto. Com a proximidade do início, 18 desistiram, entre eles o Sapucaiense. “O futebol do interior do Estado, com raras exceções, está falido”, comenta o presidente do clube, Chico Christianetti. De acordo com o dirigente, não há interesse por parte dos patrocinadores, que sabem ser difícil obter retorno com tão pouca divulgação e tão pouco público. O que, por consequência, torna inviável a participação dos clubes. “Não posso disputar uma competição só para contentar os cento e poucos torcedores que vão ao estádio”, lamenta.

  • Sem um cenário otimista a curto prazo, para alguns clubes do Interior a saída tem sido a parceria com empresários, que arcam com os custos, mesmo sabendo do prejuízo. Isso porque o retorno se dá com a negociação de jogadores, que ganham mais visibilidade.

  • Jornal Correio do Povo 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O Antes e o Depois ......

A  R  E  N  A         2  0  1  4 

  
A  R  E  N  A        2   0  1  5


terça-feira, 8 de agosto de 2017

"AMADOR" .....VARZEA........

TERCEIRONA, TRISTE FIM DE UM CAMPEONATO BIZARRO 


Repórter de Zero Hora analisa a decisão da terceira divisão gaúcha


É inadmissível que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) mantenha um campeonato como a Terceirona na linha de frente das competições estaduais. 


O melancólico torneio teve sua edição mais atrapalhada, controversa e triste em 2017. Uma final às 11h de quinta-feira em um Centro de Treinamento, envolvendo um integrante da dupla Gre-Nal, é o resumo desta bizarrice. Vamos lembrar aqui os "principais" momentos do campeonato.

Já no congresso técnico da competição era possível perceber que daria problema. A inclusão de Inter e Grêmio, mesmo que não pudessem subir de divisão, foi aceita pelos clubes. 

O argumento de convencimento era que a Dupla levaria mais público aos estádios do Interior. Obviamente, não vingou. A média de torcedores foi baixa, como sempre. 


Vale lembrar: só o presidente do Gaúcho, Gilmar Rosso, foi contra a participação dos dois. 
O destino cruel, vejam só, fez o Gaúcho pegar justamente o Inter nas quartas de final. Acabou eliminado.

Voltando à reunião pré-campeonato, o encontro determinou também um formulismo desnecessário. Para colocar as equipes a jogar por mais tempo, foi criada uma primeira fase arrastada, em que oito times se enfrentavam em dois turnos e seis avançaram para mais uma etapa de grupos. 

Resultado: quando terminou essa fase, dois clubes desistiram do campeonato, o Riograndense-SM e o Elite, de Santo Ângelo. 

O dinheiro havia terminado. Ambos foram punidos, afastados das competições profissionais por dois anos.


Mais um ponto. Seguindo a tendência já apresentada no ano anterior, o campeonato foi destinado a jogadores com menos de 23 anos. Só quatro precisavam estar inscritos na FGF como profissionais. 

Isso significa: a Terceirona, começo da caminhada rumo ao Gauchão (e aos benefícios que ele dá), é um torneio amador.
Fora de campo, outro capítulo estranho. Um malabarismo jurídico do TJD conseguiu dar punições diferentes para o mesmo erro. O Bagé usou um jogador sem contrato em dois jogos — um pela fase de grupos, outro pela semifinal. Pela infração, perdeu seis pontos da semifinal. Mas na fase de grupos, só foi multado, sem punição esportiva. 

A perda de pontos na fase de grupos teria alterado todo o ordenamento das semifinais e faria o Bagé enfrentar o Grêmio, não o Três Passos. A decisão do tribunal prejudicou o Rio Grande, que teve como adversário justamente o Grêmio.

Beneficiado pela decisão (para a FGF, o que importa é terminar o campeonato que começou, seja lá como for), o Bagé chegou à final do campeonato empolgado em jogar contra o Inter e fazer uma boa renda na decisão. 

O regulamento prevê que mesmo que tenha melhor campanha, a Dupla decide no Interior. Pois o time da Campanha levou 4 a 0 na partida de ida. Alguém acreditava na Pedra Moura lotada no domingo?Ainda assim, o público que — exageremos — foi razoável, ainda foi atacado por uma atuação desastrada da Brigada Militar, que atirou uma bomba de efeito moral em meio aos torcedores. Por sorte, muita sorte, ninguém se feriu no 5 a 1 aplicado pelo Inter.


Resumindo, então: um torneio amador classificou para um profissional de segunda divisão o provável vice-campeão e o quarto colocado. O campeão e o terceiro foram impedidos de ascender porque já têm vaga na elite. O campeonato ficou manchado por uma decisão bizarra do TJD. E, desta vez, é possível dizer: a Terceirona acabou com times do Interior. Riograndense-SM e Elite que o digam.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

domingo, 28 de maio de 2017

Diferença é Brutal .......



Presença da dupla Gre-Nal na Terceirona gera controvérsia: 

"Diferença técnica é brutal"

Gilmar Rosso, presidente do Gaúcho de Passo Fundo, é o mais irritado com a participação dos maiores clubes do Estado com os times B
Por:  ZH   Wendell Ferreira    25/05/2017

Diferença de estrutura, tradição e salários. A discrepância na realidade entre a dupla Gre-Nal e os pequenos, que é comum na elite do futebol gaúcho, transferiu-se para a Terceirona em 2017. 

Mas os pontos positivos da presença dos grandes no Estadual, contudo, não se repetem no nível inferior. Os públicos são baixos e as rendas não fazem valer a pena a grande diferença técnica. O que era uma reclamação exclusiva do Gaúcho de Passo Fundo virou uma crítica quase geral: muitos clubes do Interior estão insatisfeitos.
— A princípio, seria uma grande novidade, um incentivo de público. Mas a superioridade deles é muito grande. Quando foi apresentado, a gente achava que seria interessante, porque seriam só jogadores até 23 anos sem passagem pelos times principais. Mas não tem sido assim. Não adianta chorar as mágoas agora, paciência — analisa Tiago Guidotti, presidente do Farroupilha.

A posição mais crítica segue com Gilmar Rosso, presidente do Gaúcho. Único dirigente que contestou a presença da dupla Gre-Nal desde o início, Rosso afirma que os grandes descaracterizam a competição.
— Todos os clubes concordaram com isso. Eu levantei a mão, estava na última fileira e desci as escadas. Disse que aquilo era uma várzea, pedi para constarem em ata a minha frontal discordância àquela barbaridade. Falei que se o Gaúcho fosse prejudicado, poderia entrar na Justiça. Os presidentes dos clubes são os responsáveis por isso. Estão se vendendo para ter uma renda com Grêmio e Inter, mas ninguém vai aos jogos. E a diferença técnica é brutal — assegura.

As críticas, contudo, não partem de todos os clubes. Miguel Bastos Duarte, presidente do Rio Grande, diz que a inclusão da Dupla foi aceita pela maioria e força os times do Interior a qualificar seus elencos.
— Por mim, não tem problema. A diferença técnica, claro que houve. Mas não tem descontentamento, no meu ponto vista. Nós temos uma empresa que terceirizou o nosso futebol, e ela também não teve oposição a isso — explicou o mandatário do clube rio-grandino.

O presidente da FGF, Francisco Novelletto, admite que a diferença técnica é grande. Mas diz que a valorização que a Terceirona recebe compensa.
— Tem equipe que paga R$ 500, R$ 600. Os meninos da Dupla ali chegam a ganhar R$ 20 mil, R$ 30 mil. Claro que há uma grande diferença. Mas acho ótimo que o campeonato se valoriza, e isso não tira vaga de ninguém. Quando a Dupla joga no Interior, lógico que dá mais público.

Rosso lembrou do jogo contra o Grêmio no dia 8 de abril, em Eldorado do Sul.
— Ficamos várias dias trabalhando. Marcam o jogo em Porto Alegre às 13h. Grêmio jogando com o goleiro Léo, que agora é reserva do Grohe, com Wallace Oliveira, com Rex, Negueba. Um monte de caras do time principal. Foi 7 a 1. Eram quase 40°C naquele horário. Cadê o sindicato dos atletas? Cadê os advogados de porta de estádio? — questionou o dirigente.

Para dar preferência aos clubes do Interior, algumas regras especiais foram impostas. Nas fases de mata-mata, a dupla Gre-Nal sempre decidirá fora — mesmo que tenha melhor campanha. Os grandes também não podem subir, e as vagas para a Divisão de Acesso de 2018 ficarão com os dois pequenos mais bem classificados.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

GLOBO SAT Brasil Visto de Cima


CIDADE   DE PASSO FUNDO 

Brasil Visto de Cima....    
Canal Globosat

É Sport Clube Gaúcho... é BSBios Arena ....

Você pode Ver ....

https://t.co/cTS7LelYtQ


domingo, 9 de abril de 2017

O futebol ...além das 4 linhas

Presidente fala sobre :


Planejamento - Dupla Grenal na Terceirona -   "empresários " jogadores" " 
O mundo ,Sujo, do futebol ......











domingo, 12 de fevereiro de 2017

Entre em Contato...

Agora está mais fácil para entrar em contato com o Sport Clube Gaúcho de Passo Fundo  RS 



Acesse o Link :

https://www.facebook.com/sportclubegaucho/

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

10 times que marcaram o Gauchão

Relembre o Gaúcho de 1973, o time do zagueirão Daison Pontes e do goleador Bebeto

Equipe deixou um rastro de gols e chegadas duras nos anos 1970

Por: Cléber Grabauska
30/01/2017

Daison Pontes (à esquerda) foi um zagueiro viril e vigorosoFoto: Ver Descrição / Agencia RBS 

Daison Pontes e Bebeto: um zagueiro que batia até em árbitro e um atacante que marcou 173 gols pelo clube e sagrou-se duas vezes artilheiro do Gauchão Esses dois nomes integraram o time do S.C. Gaúcho no estadual de 1973 e tornaram-se verdadeiras lendas do futebol de Passo Fundo.

— Foram dois jogadores que tiveram sua notoriedade na cidade e também no futebol do Rio Grande do Sul. O Daison teve um problema em relação arbitragem. Acabou agredindo um juiz e acabou ficando muito tempo fora do futebol. Já o Bebeto foi um goleador extraordinário, reconhecido nacionalmente — atesta Ari Machado, comentarista da Rádio Planalto.

Daison, natural de General Câmara, foi o mais famoso dos irmãos Pontes. Não o melhor, mas o mais conhecido. Os outros eram Bibiano, que jogou no Inter durante a década de 1970, e João, que atuou com o próprio Daison no Gaúcho. Mesmo que tivesse alguma qualidade, Daison notabilizou-se pelo jogo viril. Chegou a jogar no Flamengo do Rio, mas ficou apenas três meses porque batia muito, inclusive nos colegas durante os treinos, e acabou sendo dispensado.
Foto: Reprodução livro Bebeto o canhão da Serra / Reprodução

O pesquisador Marco Antônio Damian conta que Daison, quando jogava pelo Cruzeiro de Porto Alegre, participou de uma excursão e, num jogo na Costa Rica, deu um carrinho num cachorro que invadiu o gramado. A torcida local não perdoou e começou a gritar: assassino de cachorro, assassino de cachorro.

Já Bebeto era muito mais tranquilo. Mas isso não impediu que fosse chamado de Canhão. Ou melhor, Canhão da Serra, apelido dado pela imprensa passo-fundense em razão da habilidade em bater na bola.

Segundo pesquisa de Lucas Scherer, Bebeto marcou 399 gols e foi o maior artilheiro da história do Gaúcho com 263 gols. Ele foi artilheiro em 1973 com 13 gols e repetiu a dose em 1975, dividindo a liderança com Tarciso, do Grêmio. No total, ele marcou 173 em jogos válidos pelo Gauchão.

Foto: Adolfo Alves / Agencia RBS

Alberto Vilasboas dos Reis, natural de Soledade, chegou a Passo Fundo para estudar. Entre as aulas do curso técnico de Contabilidade, achou tempo para iniciar a carreira no 14 de Julho em 1966. No ano seguinte transferiu-se para o Gaúcho e entre idas e vindas jogou pelo clube até 1985. Ao longo desse período, teve passagens por Corinthians, Inter, Bahia , Grêmio e Caxias, entre outros. Bebeto faleceu em 2003, aos 57 anos.

Daison faleceu em 2012. Seu nome tornou-se uma ameaça para os centroavantes gaúchos. Pois, se dizia na época, que centroavante bom era o que sobrevivia aos jogos contra o Gaúcho no Wolmar Salton.
— Jogar no Wolmar Salton era muito complicado, pois ali estavam os irmãos Pontes. O Daison era forte e partia para o embate com muita força. E isso fazia com que os atacantes, não só da Dupla Gre-Nal, jogassem de uma forma mais macia, evitando o choque — destaca Ari Machado.
Daison tinha cara de mau. Batia e dizia que batia. Fazia declarações fortes e não tinha medo de encarar ninguém, nem mesmo a arbitragem. Acabou expulso 18 vezes ao longo da carreira.

O seu episódio mais conhecido aconteceu em 1974 num jogo entre Gaúcho e Inter de Santa Maria. O árbitro José Luís Barreto advertiu Daison dizendo que, caso ele não parasse de bater, ele marcaria pênalti. E após mais uma falta do zagueiro, Barreto assinalou a arbitragem. Furioso, Daison partiu para cima do árbitro desferindo socos e pontapés. O resultado da confusão foi uma suspensão de 18 meses dos quais ele cumpriu doze e depois recebeu uma redução da pena.

Bebeto e Daison fizeram parte da campanha do Gaúcho em 1973.

O time-base tinha Carlos Alberto, Gringo, João Pontes, Daison Pontes e Luiz Canos, Raul Matté, Paraná e Luiz Freire, Levinha, Bebeto e Serginho. Naquela edição do Gauchão, a equipe terminou em sexto lugar, num campeonato em que o Inter alcançou o pentacampeonato e que foi o último de Daison e Bebeto, duas lendas do nosso futebol.


*ZHEsportes